Regina Silveira

Regina Silveira

Membro do júri fala sobre o processo de seleção dos 10 finalistas que se apresentarão no Seminário de Arte e Educação

A avaliação para escolher dez candidatos finalistas, num grupo de trinta pré-selecionados, não foi fácil em momento algum. O conjunto resultante é sem dúvida desigual, porque o país é desigual em muitos sentidos, e têm sido desiguais os patamares em que se move a arte, enquanto produção de linguagem e seus circuitos de ensino e mercado, e a educação artística entendida como instrumento com capacidade de transformar modos de perceber, de estar e interagir no mundo.

Muitas das atuais formas de arte evidenciadas no grupo de projetos não apenas cruzam diversas áreas do conhecimento – algumas em direções bastante novas enquanto abordagem, meios ou modo de comunicar – como também ativam inúmeros co-autores, de todo tipo e idade. Enquanto formato, alguns respondem a ações poéticas isoladas, mas diversos outros apontam a atitudes compartilhadas que desejavelmente poderiam se instalar como programas originais, capazes de ventilar a cena da educação brasileira nas áreas de produção e da mediação da arte.

Sem dúvida o prêmio seLecT convocou a fresta mais saudável do terreno híbrido que mistura artista e formador. Por isso a tarefa de selecionar e premiar, difícil em si mesma, aqui tornou-se ainda mais difícil. Espero que o seminário traga aspectos relevantes – não necessariamente verbais – que possam ter passado desapercebidos ao júri de premiação e sobretudo que proporcionem uma boa troca de ideias entre os participantes finalistas.

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